Estes são os 73
cartazes promocionais que convidaram à participação em «A Primavera dos
Sorrisos», difundidos nas redes sociais entre os dias 21 de Maio e 11 de Julho deste ano (os vinte primeiros, dizendo
apenas «Bom Dia, Primavera!», foram divulgados antes, anunciando o tema da nova
antologia que iria ser brevemente organizada). Este projecto literário, em prosa e poesia, sobre a Primavera, é a primeira de quatro antologias que serão dedicadas (cada uma no
seu tempo) às quatro estações do ano. Organizado e coordenado por mim, foram seleccionados textos de 36 Autores Lusófonos. A obra finalizada, integrada na Colecção Sui Generis,
será publicada brevemente através da Editora Euedito.
BENDITA MANJEDOURA!
- Página inicial
- Biografia
- EDIÇÕES SUI GENERIS
- BOAS FESTAS
- A BÍBLIA DOS PECADORES I
- O BEIJO DO VAMPIRO
- VENDAVAL DE EMOÇÕES
- GRAÇAS A DEUS!
- NINGUÉM LEVA A MAL
- SEXTA-FEIRA 13
- TORRENTE DE PAIXÕES
- SALOIOS & CAIPIRAS
- FÚRIA DE VIVER
- CRIMES SEM ROSTO
- TEMPO DE MAGIA
- A PRIMAVERA DOS SORRISOS
- DEVASSOS NO PARAÍSO
- OS VIGARISTAS
- LUZ DE NATAL
- SOL DE INVERNO
- SINFONIA DE AMOR
- BRISAS DE OUTONO
- A BÍBLIA DOS PECADORES II
- FILHOS DE UM DEUS MENOR
- ANJOS & DEMÓNIOS
- BENDITA MANJEDOURA!
31 julho, 2017
10 julho, 2017
A PRIMAVERA DOS SORRISOS - 36 AUTORES SELECCIONADOS
A PRIMAVERA DOS SORRISOS
Antologia em Prosa e Poesia
Organização Isidro Sousa
Colecção Sui Generis
Foram
seleccionados textos (em prosa e poesia) de 35 Autores Lusófonos para
integrarem «A Primavera dos Sorrisos», uma antologia em prosa e poesia integrada
na Colecção Sui Generis, que será brevemente publicada com a chancela Euedito.
Além de assumir as funções de Organizador e Coordenador, Isidro Sousa contribui
também com um texto assinado por si – o que perfaz um total de 36 Autores desta
obra colectiva. Todos os Autores estão de parabéns! Agradecemos as vossas
participações e o voto de confiança que depositaram em mais uma Antologia Sui
Generis.
Eis a lista (por ordem alfabética) dos
Autores seleccionados:
Adriano Ferris
Amélia M. Henriques
Ana Campos
Ana Isabel Bertão
Angelina Violante
Armando Velho
Catalão Marçal
Cristina Sequeira
Deise Zandoná Flores
Diamantino Bártolo
Elizabeth Seixo
Erald Bast
Estêvão de Sousa
Fernanda Kruz
Geovany Barnabé da Silva
Guadalupe Navarro
Inês Carolina Rilho
Isabel Bastos Nunes
Isabel Martins
Isidro Sousa
Isilda Monteiro
Jeracina Gonçalves
José Antônio Loyola Fogueira
José Carlos Moutinho
Lucinda Maria
Manuel Timóteo de Matos
Maria Alcina Adriano
Marizeth Maria Pereira
Nardélio F. Luz
Natália Vale
Paulo Galheto Miguel
Rosa Marques
Sara Timóteo
Sónia Fernandes
Tânia Tonelli
Teresa Morais
Agradecemos que verifiquem se todos os nomes (ou
pseudónimos) estão correctos. São estes os nomes que assinam os textos e os
mesmos serão incluídos na contracapa da obra. Caso haja alguma incorrecção,
comuniquem-nos com brevidade – por email – para que possamos proceder às
rectificações necessárias.
EDIÇÕES SUI GENERIS
> Página: https://issuu.com/sui.generis
> Livraria:
www.euedito.com/suigeneris
> Blogue:
http://letras-suigeneris.blogspot.pt/
> E-mail:
letras.suigeneris@gmail.com
SG MAG | REVISTA LITERÁRIA
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https://issuu.com/sg.mag
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sg.magazin@gmail.com
04 julho, 2017
AMARGO AMARGAR - PREFÁCIO DE SUZETE FRAGA
PREFÁCIO
O gosto pela
escrita levou-me a conhecer pessoas fantásticas no meio literário, uma dessas
pessoas é o meu caro amigo Isidro Sousa. A simpatia e o seu espírito de
entreajuda cativaram-me logo. Com o tempo, fui-lhe detetando outras qualidades
como a lealdade, humildade, perseverança, persistência e uma dose de
perfecionismo que, garanto, roça a obsessão extrema, coisa rara de se
encontrar, e, verdade se diga, muito tem contribuído para enriquecer a minha
(modesta) bagagem de conhecimentos.
Quando me
endereçou o convite para fazer o prefácio do seu primeiro livro fui acometida
por um sentimento de orgulho e felicidade tal que nem pensei duas vezes para
aceitar semelhante honra e privilégio. A vaidade que se apossou de mim ofuscou,
momentaneamente, a grande responsabilidade que me recaía sobre os ombros.
Depois, quando desci à Terra, o pânico apoderou-se dos meus dedos. Porque as
minhas capacidades estão muito aquém de produzir o prefácio que o Isidro
merece.
Prefaciar
«Amargo Amargar» é, portanto, uma tarefa hercúlea que me deixa estarrecida e
petrificada. Da sua leitura já não posso dizer o mesmo... foi um deleite para a
vista e para a alma! Fui abalroada com um cuidado extremo na escolha das
palavras, um vocabulário rico e diversificado, enredos alucinantes e um
incansável trabalho de pesquisa. Como se não bastasse, com esta obra o autor
proporciona ao leitor ingressos para cenários distintos, descritos com uma
mestria capaz de atordoar o maior descrente.
Ao ler «A
Angústia de Manuela» e «O Casamento de Eulália» tem como destino um plano de
ação ambientado no início do século XX, convertendo-se, indubitavelmente, num
intruso viciado nos usos e costumes da época, nos palacetes, bailes, casamentos
e até nos momentos políticos mais conturbados da nossa História, muito bem
corroborados com referências ao Regicídio e às revoltas entre monárquicos e
republicanos.
Para os
restantes contos o autor recorreu à memória dos seus tempos de meninice e
adolescência. Muitos plantaram e arrancaram batatas, ceifaram feno e centeio,
colheram e desfolharam milho, cavaram terra, enterraram os pés descalços na
água enquanto regavam hortas, batatais e morangais, muitos guardaram cabras e
ovelhas nas encostas serris, como o Isidro, mas poucos descrevem a beleza
bucólica de forma tão sentida e avassaladora. As narrações pormenorizadas fazem
acreditar numa Serra Mourisca verídica e querer visitar as suas imediações:
Vila Rica, o Rio Luzio, a Quinta do Mocho, a Igreja Matriz de Vila Rica ou o
Parque Arqueológico da Mourisca.
“Deus não é ciumento, pois não?” é uma
questão que surge em «O Dilema de Beatriz». Ela, uma rocha lapidada na forja
madrasta da vida, “sentiu vontade de
vomitar o seu infortúnio numa raiva incontrolada...” porque “Até as rochas mais duras agradecem a suave
carícia do mar.” Relatos quase fotográficos dão a conhecer o plano
arquitetónico da Igreja Matriz de Vila Rica. É neste cenário religioso que: “Um longo silêncio tumular imperava na sua
mente absorta em pensamentos que se emaranhavam entre o bem e o mal...”
E se com
estes excertos a curiosidade já fervilha freneticamente, espere para ler as
peripécias em que a pobre viúva Matilde andou metida em «O Susto de Matilde».
Mas, antes disso, assista ao romance que tem tanto de arrebatador como de
surpreendente. Imperdível o final de João Carlos que “Desfrutou de todas, mas não amou uma única, e nenhuma decerto o amou...”
Terá o sentimento que Celina nutria por este jovem aspirante a médico outro
nome que não amor? E será mesmo verdade que este jovem não amou uma única
mulher? Descubra a resposta em «A Emoção de Celina».
Por esta
altura, o coração palpitará, sem dúvida, descompassado com tantas emoções, mas
terá de manter-se forte para descobrir o fado de Matias. O cenário agridoce,
vou chamar-lhe assim, mexe com o espírito de quem vivencia esta história
apaixonante entre Helena e Matias. Inicialmente, reina o silêncio sepulcral,
típico dos cemitérios, apenas interrompido pelo piar duma coruja. Depois, com o
desenrolar da trama, a morbidez tumular vai desaparecendo para dar lugar a
ambientes idílicos e refrescantes. É este conto «Os Olhos de Helena» que o vai
fazer implorar por um feitiço que transforme a ficção em realidade, tal é o
utopismo empregue.
Poderia
romper o teclado com infinitas apreciações sobre este «Amargo Amargar». Ou
deixar no ar mais pistas sobre os enredos de «A Angústia de Manuela» ou «O
Casamento de Eulália» (distinguido com o segundo prémio no 5º Concurso
Literário da Papel D’Arroz), no entanto, esta é uma leitura que peca por
tardia; não me parece justo privar os leitores desta obra maravilhosa com mais
delongas.
Para
finalizar, só uma curiosidade: dou este prefácio por concluído exatamente à
mesma hora em que Portugal é aclamado campeão europeu. Se isto não é um bom
prenúncio não sei o que o será. Em ambos os casos, foi uma luta incansável
contra ventos e marés. Venceu quem mais lutou e deixou tudo em campo. Também no
caso do Isidro Sousa o único desfecho possível só pode ser o sucesso. Estou
certa de que esta será a primeira de muitas vitórias. Eu serei das primeiras na
fila para o desejado autógrafo. Parabéns, Isidro!
Suzete Fraga
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