24 dezembro, 2015

HISTÓRIA DO NATAL


Natal ou Dia de Natal é um feriado e festival religioso cristão comemorado anualmente em 25 de Dezembro.
Originalmente destinada a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno (natalis invicti Solis), a festividade foi ressignificada pela Igreja Católica no século III para estimular a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano e então passou a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré.
Embora tradicionalmente seja um dia santificado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, luzes, grinaldas, presépios... Além disso, o Pai Natal é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.
Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da actividade económica entre cristãos e não-cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os comerciantes e para as empresas. O impacto económico da comemoração é um factor que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.
A palavra Natal do português já foi nātālis no latim, derivada do verbo nāscor (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De nātālis do latim, evoluíram também natale do italiano, noël do francês, nadal do catalão, natal do castelhano, sendo que a palavra Natal do castelhano foi progressivamente substituída por navidad, como nome do dia religioso.
Já a palavra Christmas, do inglês, evoluiu de Christes maesse (‘Christ’s mass’) que quer dizer missa de Cristo.
No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional.
Muitos costumes populares associados ao Natal desenvolveram-se de forma independente da comemoração do nascimento de Jesus, com certos elementos de origens em festivais pré-cristãos que eram celebradas em torno do solstício de Inverno pelas populações pagãs que foram mais tarde convertidas ao cristianismo. Estes elementos, incluindo os madeiros, do festival Yule, e a troca presentes, da Saturnália, tornaram-se sincretizados ao Natal ao longo dos séculos. A atmosfera prevalecente do Natal também tem evoluído continuamente desde o início do feriado, o que foi desde um estado carnavalesco na Idade Média a um feriado orientado para a família e centrado nas crianças, introduzido na Reforma do século XIX. Além disso, a celebração do Natal foi proibida em mais de uma ocasião, dentro da cristandade protestante, devido a preocupações de que a data é muito pagã ou anti-bíblica.
Na teologia cristã, o nascimento de Jesus é a encarnação de Jesus como segundo Adão como realização da vontade de Deus para desfazer o dano provocado pela queda do primeiro homem, Adão. As representações artísticas da Natividade têm sido um grande tema para os artistas cristãos desde o século IV. Desde o século XIII, o presépio enfatiza a humildade de Jesus e promove uma imagem mais terna dEle, um importante ponto de inflexão em relação às mais antigas imagens do “Senhor e Mestre”, o que acabou por influenciar o ministério pastoral do cristianismo.
Os evangelhos canónicos de Lucas e Mateus contam que Jesus nasceu em Belém, na província romana da Judeia, de uma mãe ainda virgem. No relato do Evangelho de Lucas, José e Maria viajaram de Nazaré para Belém para comparecer a um censo e Jesus nasceu durante a viagem numa simples manjedoura. Anjos o proclamaram salvador de todas as pessoas e pastores vieram adorá-lo. No relato de Mateus, astrónomos seguiram uma estrela até Belém para levar presentes a Jesus, nascido o “rei dos judeus”. O rei Herodes ordena então o massacre de todos os garotos com menos de dois anos da cidade, mas a família de Jesus escapa para o Egipto e depois volta para Nazaré, um evento que tradicionalmente marca o fim do período conhecido como “Natividade”.
Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes e as grinaldas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.
A árvore de Natal é considerada por alguns como uma “cristianização” das tradições e rituais pagãos em torno do Solstício de Inverno, que incluía o uso de ramos verdes, além de ser uma adaptação de adoração pagã das árvores. Outra versão sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, uma das mais populares atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.
Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de “Saturnália”, que coincidia com o nosso Natal. As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal, serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.

(Pesquisa e Adaptação de Lucinda Maria)

22 dezembro, 2015

VENDAVAL DE EMOÇÕES - REGULAMENTO



VENDAVAL DE EMOÇÕES
Afectos e Desafectos
Antologia de Poesia Lusófona


«Vendaval de Emoções» é um projecto literário que visa seleccionar Poemas inéditos subordinados ao tema das Emoções (em todas as suas variantes), para publicá-los sob a forma de um livro... uma Antologia Poética integrada na Colecção Sui Generis, da responsabilidade do autor Isidro Sousa.

Desejamos reunir Poemas emotivos recheados dos mais variados sentimentos... afectos e desafectos em que se incluam fortes emoções como: amor, ódio, paixão, ternura, raiva, desassossego, amargura, obsessão, dor, nostalgia, felicidade, desejo, saudade… qualquer vibração motivada por algum sentimento.

O organizador/coordenador Isidro Sousa convida todos os Poetas e Poetisas interessados em participar a escreverem novos poemas e submetê-los, até dia 31 de Janeiro de 2016, a esta nova Antologia Poética, quer sob a forma de versos tradicionais com rimas ou sonetos quer sob a forma de prosa poética, inspirados nas mais variadas Emoções que o ser humano possa experienciar.

Cada Autor pode participar com dois poemas que ocupem (no máximo) uma página A4 cada um, devendo adquirir, posteriormente, um exemplar da obra finalizada; podem participar com mais poemas, se desejarem fazê-lo, desde que cumpram o Ponto 7 do Regulamento. Autores que participam nas antologias «A Bíblia dos Pecadores», «Boas Festas» e «O Beijo do Vampiro», organizadas por Isidro Sousa, têm espaço disponível para a publicação de um poema sem qualquer obrigatoriedade de compra.

Todos os Autores Lusófonos são bem-vindos, bem como aqueles que escrevem para a gaveta e nunca ousaram publicar. Eis a oportunidade da vossa estreia literária numa grandiosa obra colectiva…

Participem!... Surpreendam-nos!...


Leiam atentamente o Regulamento e não hesitem em contactar o Coordenador para dissipar qualquer dúvida. E então, vamos lá?



REGULAMENTO | CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO

1.   «Vendaval de Emoções» é um projecto literário independente, organizado e coordenado por Isidro Sousa, que visa seleccionar poemas inéditos, escritos na Língua Portuguesa, de Autores Lusófonos, independentemente das suas raças, crenças, orientações sexuais e identidades de género, para serem publicados num livro. Só se aceitam participações que obedeçam a este Regulamento. A utilização do Acordo Ortográfico é facultativa.

2.   Cada Autor pode apresentar 2 (dois) Poemas – sob a forma de poemas tradicionais ou Prosa Poética – que ocupem, cada um deles, no máximo 1 (uma) página A4. Os poemas (revisados pelos Autores) devem ser digitados no Word, em Times New Roman, com letra tamanho 12 e espaçamento simples entre linhas e parágrafos. Rejeitam-se formatos de apresentação que sejam diferentes do Word.

3.   Os poemas a serem apresentados devem reflectir de algum modo o tema das Emoções. O desenvolvimento dos mesmos (poema tradicional ou prosa poética) fica a critério dos Autores. «Vendaval de Emoções» não é um projecto Erótico, porém, os poemas podem conter Erotismo enquanto forma de arte, desde que devidamente enquadrado no contexto.

4.   Os poemas devem ter títulos próprios (diferentes do nome da Antologia) e ser enviados para o email letras.suigeneris@gmail.com, com a referência «VENDAVAL DE EMOÇÕES» na linha de assunto, até ao dia 31 de Janeiro de 2016. Os Autores podem assinar os poemas com Nome ou Pseudónimo – devendo expressar qual deles preferem e como assinarão. Além disso, devem declarar no corpo do email que aceitam as condições do Regulamento (caso contrário, as participações serão desconsideradas) e enviar uma breve nota biográfica (até cinco linhas) para nosso conhecimento, endereço de email e contacto telefónico. Em caso de publicação, o Coordenador reformulará as notas biográficas (para integrarem um apêndice no qual constarão os autores por ordem alfabética) e ignorará qualquer informação de caracter pessoal que as mesmas possam conter.

5.   A selecção dos textos será efectuada pelo Organizador e o resultado da selecção será divulgado num prazo máximo de duas semanas, após a data limite para recepção dos trabalhos. Todos os passos efectuados na produção desta obra colectiva (ou eventuais alterações ao Regulamento) serão sempre comunicados aos Autores intervenientes.

6.   Não existe taxa de inscrição/participação. Porém, os Autores seleccionados que cumpram o Ponto 2 deste Regulamento devem adquirir 1 (um) exemplar da obra finalizada e expressar claramente esta intenção no corpo do email – caso contrário, desconsiderar-se-á a submissão do texto.

7.   Existe a possibilidade de o Autor participar com mais poemas, além dos dois referidos no Ponto 2, desde que se comprometa a adquirir (obrigatório!) mais um livro por cada dois poemas adicionais – até ao limite de 10 (dez) poemas. Ou seja… se participar com 4 poemas, deve comprar 2 livros; se participar com 6 poemas, deve comprar 3 livros; se participar com 8 poemas, deve comprar 4 livros; se participar com 10 poemas, deve comprar 5 livros. Se for este o caso, o Autor deve fazer uma comunicação prévia por email, para que este ponto fique devidamente clarificado.

8.   Autores que já participaram em pelo menos uma Antologia organizada por Isidro Sousa («A Bíblia dos Pecadores», «Boas Festas» ou «O Beijo do Vampiro») têm disponível a Oferta de espaço para a publicação de um poema. Podem apresentar somente 1 (um) Poema, sem obrigatoriedade de comprar o livro. Se desejarem participar com mais poemas, devem cumprir o Ponto 6 ou o Ponto 7 (consoante os casos) do Regulamento.

9.   O PVP (preço de venda ao público) da Antologia será definido após a selecção de textos e paginação do livro, tendo em conta o número de páginas da obra a ser editada. Autores participantes podem adquirir todos os exemplares que pretenderem, sempre com desconto de 10% sobre o PVP.

10.       O pagamento do livro (ou dos livros) será efectuado, por transferência bancária, num prazo máximo de duas semanas após a divulgação dos textos seleccionados (indicaremos os dados necessários, por email, a cada um) e os Autores devem enviar ao Coordenador um comprovativo de pagamento para que o mesmo seja validado. Os exemplares adquiridos serão entregues durante a sessão de apresentação da obra finalizada e enviados por CTT, após essa data, a quem não estiver presente no lançamento – para fora de Portugal acrescem as despesas dos Correios.

11.       A não liquidação do(s) respectivo(s) exemplar(es) no prazo estipulado significa incumprimento do Autor e implica a exclusão imediata dos seus textos, salvo situações excepcionais previamente justificadas. Se não for possível excluir essas participações (por razões de paginação do livro em estado avançado ou já em fase de pré-impressão), o Autor incumpridor fica inibido de participar em quaisquer outros projectos literários organizados para a Colecção Sui Generis até que regularize a situação.

12.       O envio de um texto para o email indicado no Ponto 4 implica (automaticamente) a aceitação de todas as normas deste Regulamento e a autorização dos direitos de publicação na antologia «Vendaval de Emoções», sem qualquer outra contrapartida além do desconto de 10% nos exemplares adquiridos pelos Autores desta obra colectiva. A cedência de publicação será confirmada com a Transferência Bancária, do valor correspondente à aquisição dos livros, para o NIB que será posteriormente facultado – não havendo, desse modo, necessidade de preencher qualquer documento formal, excepto a declaração no email (referida no Ponto 4) atestando que aceitam as condições do Regulamento. A antologia «Vendaval de Emoções» será integrada na Colecção Sui Generis e a editora que a publicará será divulgada logo após o resultado da selecção dos textos e a mesma (assim como o Organizador) não reserva a exclusividade ou os direitos dos trabalhos editados. Cada Autor pode utilizar os seus poemas noutras publicações que considere pertinentes.

13.       Recomenda-se que os Autores adiram ao grupo «Antologias Sui Generis» no Facebook através do qual o Organizador/Coordenador se manterá em contacto permanente com todos os participantes. Os Autores podem também seguir o blogue e as páginas abaixo indicadas. Para esclarecimento de dúvidas ou informações adicionais, devem contactar por email.


Desde já, estão todos convidados a participar neste Vendaval Poético de Emoções. Esperamos os vossos poemas recheados dos mais variados sentimentos… Surpreendam-nos! Sejam bem-vindos... e bom trabalho!



VENDAVAL DE EMOÇÕES
Antologia de Poesia Lusófona
Colecção Sui Generis

Organização e Coordenação: Isidro Sousa
Página Pessoal do Organizador www.facebook.com/isidro.sousa.1
Página Literária do Organizador www.facebook.com/isidro.sousa.2
Blogue De Lírios http://isidelirios.blogspot.pt


SOBRE O ORGANIZADOR
Isidro Sousa nasceu em 1973, numa aldeia remota das Terras do Demo, e vive na cidade de Lisboa. Editou a revista Korpus durante 12 anos (1996/2008), da qual foi o principal fotógrafo e redactor, dirigiu o jornal Púbico (2008/2012) e produz anualmente o guia turístico Lisbon Gay Guide, que se distribui gratuitamente em espaços específicos da comunidade LGBT. Desde 2014, participou em duas dezenas de obras colectivas (Portugal e Brasil) e foi distinguido com o 2º Prémio no 5º Concurso Literário da Papel D’Arroz Editora. Organizou e coordenou três antologias: «1ª Antologia de Literatura Homoerótica Portuguesa» (com o patrocínio da Câmara Municipal de Lisboa), «A Bíblia dos Pecadores» (a ser publicada brevemente) e «Boas Festas» (para a Silkskin Editora). Presentemente, está a organizar a antologia «O Beijo do Vampiro» (com submissão de textos até 15 de Janeiro de 2016) e tenciona, durante o próximo ano, editar: «De Lírios», uma compilação de textos publicados em várias colectâneas e concursos, «O Pranto do Cisne» (contos homoeróticos) e «Juno e Java» (romance). «Vendaval de Emoções» é a quinta antologia literária que organiza e coordena, sendo a primeira somente de Poesia.

20 dezembro, 2015

EDITORAS E EDITORAS


EDITORAS E EDITORAS
(a propósito de uma polémica)

Texto de Carlos Arinto

1.
Nem todos os que editam livros são editores. Alguns, apenas fazedores de livros. Que é igualmente uma actividade legítima e nobre. Dá muito trabalho preparar um livro: capa, paginação, correcção de erros (revisão), etc.
Um editor tem de publicitar, comunicar a obra, investir na sua execução e pagar os custos, incluindo os do autor.
Uma editora é uma empresa, como qualquer outra: faz e vende livros. Tem de ter lucro. Senão extingue-se, fecha, morre.
O que existem hoje são casas que editam para os autores, para venderem aos autores, sem procurarem outros públicos. Tipo aqueles automóveis que não necessitam de carta de condução: os papa-reformas.

2.
Os escritores não são os que escrevem cartas à família, postes e blogs, no facebook, ou memórias de entretenimento. Depende do que se escreve e depende se se ganha dinheiro com isso ou não. Se se tem outra actividade ou se é reformado, não se é um escritor. Apenas alguém que escreve.
Um escritor não escreve nas horas vagas. Escreve sempre, com disciplina. Objectivos e intenção. Vive disso. Compra os alimentos com o rendimento do seu trabalho.
Não há escritores voluntários.

3.
As livrarias eram – antigamente – sítios onde se vendiam livros.
Hoje são armazéns e depósitos, onde se deixam apodrecer os livros. Só se vendem nas livrarias os “livros de sucesso” que é um eufemismo para livros da treta, que os “editores” querem vender. A FNAC é o pior exemplo disto.

4.
Quem escreve tem de saber escrever e escrever bem. O que nem sempre acontece.
Como somos um país de poetas, poetamos. Não pode ser, a poesia tem de ter conteúdo, substância e forma. Tem de ter intenção e Desidério, não podem ser bonitinhos, engraçados, que giro que eu sou. E depois... é preciso ter qualquer coisa para dizer e saber dizê-lo... encontrar o tempo e modo e a construção certa.

5.
As pessoas não lêem. O custo de um livro tem de ser na casa dos 10,00 euros e nunca o dobro. (O problema são as tiragens, como se sabe). As pessoas não lêem, porque não sabem ler. Iliteracia literária. Não foram habituadas, vêem tudo na televisão. Um livro é um luxo, não um lixo. Um livro é uma elite, não pode ser banalizado com maus textos, maus poemas.
Um editor tem de orientar, corrigir, sufragar, colaborar. Um escritor será um deus se for lido. Um nada se for ignorado. Editor e escritor têm de ser dupla com objectivos iguais.

E porque num dia de chuva me apeteceu disciplinar alguma confusão sobre a matéria.


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Texto de Carlos Arinto publicado no dia 17 de Dezembro de 2015, no evento da antologia poética «Vendaval de Emoções», que subscrevo totalmente.